Dilma faz pacto com um capeta, ironiza âncora de telejornal

Côrrea com Sennes e Moisés: espaço para o humor nos debates ao vivo (Foto: Reprodução/YouTube/Canal do Jornal da Cultura)
Na quarta-feira (14), Willian Côrrea, apresentador do Jornal da Cultura, da TV Cultura de São Paulo, recorreu ao humor para definir o novo relacionamento entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Se antes eles se digladiavam como inimigos, agora ensaiam um acordo para garantir a permanência em seus respectivos cargos.
“Ela (Dilma) está fazendo um pacto, mesmo se for com um capeta”, satirizou o âncora.
“Possivelmente cheio de capetas em volta”, completou, rindo, um dos comentaristas da noite, o economista Ricardo Sennes.
Ele explicou que a nova estratégia política de Dilma é de “cooptação e composição”, como sempre defendeu o ex-presidente Lula, e não mais de enfrentamento.
“Nós estamos vivendo uma situação completamente paradoxal. A ideia de que você tenha negociações para, de alguma maneira, aliviar a situação do presidente da Câmara se ele não abrir o processo de impeachment é uma fraude contra a sociedade e a democracia”, afirmou o outro participante da edição, o cientista político José Álvaro Moisés.
O Jornal da Cultura, exibido ao vivo de segunda a sábado às 21h, tem um formato interessante, que se difere dos jornalísticos das demais emissoras: intercala notícias com um debate dos temas mais relevantes do dia entre o âncora e dois comentaristas, quase sempre com visões opostas sobre o mesmo tema.
Essa diversidade de análises é positiva para o esclarecimento do telespectador, em meio a um telejornalismo cada vez mais informal na TV aberta, porém ainda pouco reflexivo.
O rodízio na bancada do JC tem alguns dos nomes mais célebres da intelectualidade brasileira, como os filósofos Mario Sergio Cortella e Luiz Felipe Pondé, o historiador Leandro Karnal, o jurista Luiz Flávio Gomes, o advogado e escritor Eduardo Muylaert e o economista Alexandre Schwartsman.
O telejornal apresenta os confrontos de ideias mais acalorados às segundas, quando participam o advogado e ex-deputado federal pelo PT Airton Soares e o historiador Marco Antônio Villa, notório antipetista e um dos mais aguerridos críticos do ex-presidente Lula.
Há um reparo a ser feito: poucas mulheres são convidadas pelo Jornal da Cultura. Arlene Clemesha, professora de História Árabe da USP, é a que aparece com mais frequência.
A jurista Flávia Piovesan tem bons momentos quando debate Direitos Humanos. A jornalista Cilene Victor também faz contribuições interessantes às discussões da bancada em eventuais participações.

As edições do Jornal da Cultura estão disponíveis, na íntegra, no portal CMais: http://tvcultura.cmais.com.br/jornaldacultura/videos
Por: Sala de tv - Terra

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